Eu tenho o coração cheio de coisas para dizer...
E a minha voz, se eu acaso falasse,
teria a força de uma revelação!
Meu esperito palpita ao ritmo desordenado e aflito
de asas prisioneiras que se dilaceraram
na arrancada impossivel da libertação e da altura.
Minhas mãos tremem ainda ao contato
imaterial, sobre-humano e fugitivo
de qualquer coisa acima deste mundo...
Adormeceu para sempre no fundo dos meus olhos
a saudade de paisagens estranhas e longuiquas,
que nunca, nunca mais voltarão neste tempo e neste espaço.
Doem meus olhos. Tremem, ansiosas, as minhas mãos
Meu espÃrito palpita. Tenho o coração cheio de coisas para dizer...
Eu estou vivo, mas, em verdade, é como se estivesse morta.
Abgar Renault

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