A desilusão.
Chega, instala-se em nós sem pedir autorização e demora seculos a abandonar-nos.
Não nos larga, onde quer que vamos, sentimo-la connosco.
Sentimo-la presente, tal e qual como se nos estivesse a puxar um braço.
Cada vez que se resolvem a desiludir-me (porque eu duvido que a maior parte das vezes seja sem querer), matam um pouco de mim. E para vosso mal, o pouco de mim que matam, é o pouco que eu sou simpática e querida e afins..
A parte que acredita em tudo o que é bom, em todas as coisas boas.. Por muito pequeninas que sejam, são boas. A parte que acha que essas coisinhas, embora pequeninas, são do tamanho do mundo, e são suficientes para acreditar que há pessoas boas..
De cada vez que me desiludem, matam mais um pouco a minha fé..
E depois chega aquele ponto, em que eu olho para as pessoas e viro a cara, só para não as ver a desiludir-me. Ou vejo atitudes e fecho os olhos, só para não acreditar na realidade.
E fico triste, e depois disto tudo, até acreditar na melhor pessoa do mundo, mesmo que essa seja o Dalai Lama, passam-se horas, dias, semanas, meses, e algumas vezes até anos.
E é aqui, nestas alturas, que fico muito fodida com o mundo.
Uma das coisas que mais gosto é de ter fé nas pessoas.
De acreditar que a pessoa que eu menos espero me possa surpreender...
E é graças a essa fé, cada vez mais diminuta, que existem os meus momentos de bom humor.

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