quinta-feira, 29 de setembro de 2011


 
O despertar de sensações e as reações podem ser diversos quando o coração está clamando por acolhimento.
Acolher não é apenas dar colo e dizer: Olha estou aqui!
Acolher é mais do que isso, é se colocar dentro desse coração aflito e massageá-lo.
É deixar que as lágrimas do outro corram e manter-se firme frente à tanta emoção.
Relacionamentos não podem sobreviver sem acolhimento, pois ele é o pilar ...
da casa! É ter para onde voltar , é encontrar morada, é deixar que o corpo e a mente se entreguem de tanta exaustão como se pedissem para que o fim fosse ali.
Acolhimento é renúncia, é esquecer de si em fração de segundos para enxergar quem é o outro.
É vestir aquela alma como se fosse uma leve peça de seda pura deslizando suavemente pela pele, e depois de devidamente trajado, em uma bela dança concretiza-se a acolhida.
É mais do que corpo e mente, é saber reconhecer uma alma, é conseguir dar a mão ao que não se toca e enxergar o que não é visível.
Enganamo-nos com falsos acolhedores, acreditamos que troca de carinho, beijos quentes e abraços fortes são acolhimento e perdemo-nos no caminho rumo à verdadeira morada.
É preciso estar atento à todo minuto com cada mão que cisma em estender-se diante de nós, pois muitas dessas não são para serem tocadas, são apenas setas indicando o caminho correto!

Por: Adriana Cassimiro.

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