terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz" (Mairia Bethânia)
Às vezes, tenho a impressão de que ando em círculos e essa percepção me incomoda imensamente. Contrariando Raul Seixas - que disse que "um sonho sonhado sozinho é só um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade" - acredito que é possível realizar sonhos sonhando sozinho, sim! Não sou muito adepta à perspectiva de que precisamos sempre de alguém para potencializar o nosso destino. Aliás, odeio os processos seletivos, seja vestibular ou mercado de trabalho, porque percebo que uma pessoa "qualquer" definirá o que farei ou não. No caso dos sonhos é diferente. Normalmente, compartilhamos isso com nossos familiares e amigos, pessoas que integram o nosso círculo de amizade. Mas, nem sempre, o que eu sonho é o que o outro sonha. O que fazer nesses casos? Abrir mão do seu sonho pelo outro? Ceder? Exigir do outro que sonhe o seu sonho? Não sei ao certo, mas o que percebo é que precisamos, acima de tudo, respeitar o sonho do outro. Se meu sonho não é o seu sonho, realize-o. Quando gostamos, de verdade, queremos ver o outro bem. Queremos que o outro se sinta realizado, mesmo estando fora daquele contexto.
Por isso, já bolei a minha lista de prioridades dos grandes sonhos que ainda quero realizar nesta vida. O mais importante nisso tudo é ter coragem. Caminhar sozinho também é sinônimo de amor próprio. É sinal de que você se reconhece a ponto de reorganizar seus sentimentos e desejos. É você perceber que aí dentro há muito mais do que órgãos, tecidos e ossos. Há alma. E onde há alma, há sentimento. Há verdade.
Sonhe. E transforme-o em realidade mesmo sozinho fisicamente. Acompanhado sempre estaremos.

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